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23/05/2019
Balança comercial do Ceará cresce 91% no 1º quadrimestre do ano

Com balança comercial superavitária em 2019, a relação comercial entre Ceará e Portugal já supera o saldo positivo visto em 2018, apenas nos primeiros quatro meses do ano. Entre janeiro e abril, US$ 5,5 milhões foram exportados, enquanto US$ 2,1 milhões importados. A balança ficou positivada em US$ 3,4 milhões no período, valor 91% mais alto do que o visto em todo o no passado.

Os produtos mais exportados para Portugal são o querosene de aviação (US$ 2,9 milhões), calçados (US$ 1 milhão) e castanha de caju (US$ 588 mil). O mais importado pelo mercado cearense é o azeite de oliva (US$ 832 milhões).

A gerente do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ana Karina Frota, diz que essa relação é superavitária, mas que os negócios podem ser melhor desenvolvidos.

"Apesar de privilegiada localização geográfica e facilidades logísticas oferecidas, o Ceará é apenas o 15º estado do País que mais exporta para Portugal", lembra. O primeiro nesta lista é o Rio de Janeiro, com saldo de US$ 819 milhões. A quantidade de exportações do Ceará com Portugal caiu em 2018, quando comparado com o ano anterior, quando foram vendidos US$ 21 milhões.

Karina ainda afirma que produtos tradicionalmente cearenses fazem sucesso naquele mercado, principalmente a castanha, "que tem bom alcance entre os consumidores portugueses". Também entram no bojo as pedras ornamentais de granito e a cera de carnaúba.

Por fazer parte do mercado europeu, Portugal é visto como porta de entrada para o continente por muitos empresários, mas a ideia pode ser ampliada, avalia a gerente do CIN da Fiec.

"Quando se imagina o mercado português como uma porta para a Europa pela facilidade com o idioma, na verdade é uma coisa muito básica. O que precisamos considerar é que aquele mercado faz parte da União Europeia e esses membros seguem a mesma legislação aduaneira. As normas e exigências desse mercado estão presentes em Portugal", acrescenta.

O novo presidente da Câmara Brasil-Portugal no Ceará, Wandocyr Edy Mori Romero, destaca que novos negócios são esperados entre o Ceará e Portugal ainda neste ano. "Existem oportunidades em ambos os países. Tanto Portugal tem interesse no mercado cearense, quanto o contrário, recebendo investidores na Europa".

Para ele, há aposta recentemente aberta no interior de Portugal voltada para o agronegócio irrigado, em que tem projeto para atrair investidores brasileiros para desenvolver o setor. "O nosso empresário tem experiência de plantio de frutas nesse modelo e os portugueses têm interesse de se desenvolver na área".

HOMENAGEM
Eduardo Bezerra, João Carlos Paes Mendonça e Beto Studart foram homenageados pela Câmara Brasil-Portugal.

Perfil
O novo presidente da Câmara Brasil-Portugal no Ceará, Wandocyr Romero é coronel de engenharia da reserva do Exército Brasileiro, com experiência na chefia de tropas no Brasil e no Exterior.

Nova diretoria da Câmara Brasil-Portugal é empossada
Fundada em 2001, a Câmara Brasil-Portugal no Ceará tem novo presidente. Em cerimônia realizada, ontem, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), o executivo do Grupo Dias Branco, Wandocyr Edy Mori Romero, assume mandato no biênio 2019-2021.

Ele diz que buscará desenvolver ações na área de tecnologia e informação, além de tratar os negócios de forma multilateral - incluindo prefeituras nos processos de negociações de portugueses e cearenses.

Hoje, a Câmara possui quadro de aproximadamente 100 sócios em 35 atividades econômicas, como indústria, energia, logística, eventos, agronegócio, turismo, inovação tecnológica, entre outros.

Também presente no evento para falar sobre sua experiência em Portugal, o presidente do Grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, disse que no país o investimento brasileiro ainda pouco explora a economia portuguesa, mas que áreas como energia eólica e imobiliária têm potencial e devem agradar investidores.

Sobre seus empreendimentos em Fortaleza, os shoppings RioMar, ele disse que, "no Ceará, investir em shoppings é esperar pelo futuro". Acrescentou que trata o negócio como "difícil e caro", mas que encontrou apoio da Prefeitura para implantação dos projetos. Ele ainda descartou expansões no curto prazo.

 

Fonte: O Povo

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