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22/05/2019
Empresas buscam saídas nas exportações

O dólar fechou ontem a R$ 4,10, mostrando um novo nível de equilíbrio, na visão de alguns analistas. Diante do cenário econômico atual, existe uma percepção do mercado de que será difícil reduzir esse patamar de preço.

Portanto, quem tiver viagem marcada terá que ter paciência, e buscar um valor médio, adquirindo a moeda aos poucos. Se esta notícia é ruim para importadores e para quem comprou pacote de viagem, para os exportadores representa oportunidade.

O consultor Paulo Elias, sócio da Expand Brazil, empresa especializada em negociações internacionais, destaca que aumentou a procura de empresas pelo mercado de exportação.

Com a paralisia da economia nacional e o dólar alto, muita gente tem procurado oportunidades nas vendas para fora do País, embora o processo de tramitação de documentos na área ainda seja burocrático e demore um pouco.

PROBLEMAS EM MAIO
O curioso é que no ano passado, no mesmo período, o dólar passou por um pico semelhante de aumento. A diferença é que não ultrapassou o patamar de R$ 4, como aconteceu agora.

Na época, a moeda norte-americana chegou a ser vendia a R$ 3,90 em algumas corretoras. Os analistas diziam que um câmbio entre R$ 3,15 e R$ 3,30 permitiria ganhos para importadores e exportadores.

Vale ressaltar que em maio do ano passado, o problema tinha sido desencadeado pelos caminhoneiros que paralisaram o País na tentativa de reduzir o preço do diesel, além das questões internacionais.

MERCADORIA NO PORTO
Em 2018, com os aumentos do dólar, muita gente esperou o câmbio baixar para buscar suas mercadorias no porto e pagar menos imposto. Esse tipo de comportamento, mesmo com custo de armazenagem, foi considerado compensador. Este ano, entretanto, essa movimentação foi bem menor em função das baixas expectativas da economia.

DIMINUIÇÃO DAS IMPORTAÇÕES
Com a economia patinando, importadores fecharam ou diminuíram suas operações. Segundo o consultor Paulo Elias, cautela é a palavra do último ano.

"Como todos compram menos, temos menos estoques", explica. Em função dessa situação, existem menos cargas abandonadas, como ocorre nos períodos de alta do dólar e crescimento econômico.

Fonte: O Povo

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