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Notícia

 

02/05/2019
Portos para todos

Ao Secretário Nacional de Portos Diogo Piloni e Silva convém tomar pé da reforma urgente do sistema portuário brasileiro, inspirado na produtividade dos portos asiáticos como deseja o presidente Jair Bolsonaro. Com certeza, o modelo do Porto de Vitória (ES), que tanto ele cita, não é a coisa mágica que espera nossa percepção ficar mais aguçada. Para não perder mais tempo e queimar etapas, baseado no conselho da multidão, está na hora de adotar como regra geral o modelo Landlord, no qual a gestão é pública e a operação portuária é privada.

Dar maior autonomia aos portos públicos é uma mera iniciativa de descentralizar as tomadas de decisão balizadas por um regramento inteligentemente desenvolvido. No entanto, a mediação do secretário para esse fim tem sido fundamentada em clichês na busca de crédito que embaralham o entendimento de um processo amplo e complexo. Assim, ensejam falas simplistas, como a do governador de São Paulo João Doria propondo a privatização do Porto de Santos, sem visão da exata função de um porto. A atividade portuária, sempre útil lembrar, envolve múltiplos interesses a serem atendidos com justiça.

O que está sendo evidenciada é uma rigidez de liderança do Secretário de Portos, em vez de realizar com a imprescindível flexibilidade essa travessia de modelo dos portos do Brasil para o Século XXI. Enquanto se perde nos detalhes, não vislumbra um todo completo em suas partes e perfeito em sua ordem, como são as propostas de Frederico Bussinger ao tratar deste tema. Com análises amplas e sínteses claras, Bussinger promove a inteligência de onde se pode chegar – com grandeza de resultados – e como ir. Condição esta sem a qual não haverá sucesso na reforma alardeada.

Para que a reforma portuária possa se esquivar de tantos solavancos é oportuno destacar a importância de construir um rumo que promova perspectiva coletiva, compatível com o papel do porto como meio. Como fez Moisés na travessia do deserto para chegar à Terra Prometida. No ritmo em que está sendo tratada a nova abertura dos portos nacionais, o Brasil pode perder competitividade/produtividade para participar do pujante comércio marítimo internacional, que navega à toda força.

Fazer ou não fazer, eis a questão. É o realizar com sucesso, como acontece nos barracões das escolas de samba, onde o trabalho voluntário e entusiasmado, envolvendo múltiplas inteligências e classes, realiza um desfile apoteótico na Sapucaí.

Tarcísio de Freitas é o ministro mais relevante do governo por sua competência e liderança reconhecidas. A reforma dos portos é a prova olímpica da sua vida profissional. Está em jogo um ciclo econômico histórico do País. Somos todos Brasil

Fonte: Portogente

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