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25/04/2019
Exportação de aço impulsiona crescimento econômico do Nordeste

Com a economia ainda em recuperação, o Ceará vem apresentando resultados acima da média do Nordeste tanto no setor da indústria como no do comércio. Segundo o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Tulio Maciel, a produção cearense de aço é um dos fatores que vêm estimulando a economia do Estado.

"O que nós vimos é que a guerra comercial entre China e Estados Unidos não afetou as exportações (de placas de aço) da CSP (Companhia Siderúrgica do Pecém). E a balança comercial do Ceará, que assim como a do Nordeste, é deficitária, apresentou um superávit no primeiro trimestre", disse durante a apresentação do Boletim Regional do BC.

Nos três primeiros meses de 2019, a balança comercial cearense apresentou um saldo de US$ 63,6 milhões, sendo o primeiro superávit para o trimestre desde 2007. No ano passado, por exemplo, o Estado havia registrado um déficit de US$ 124,1 milhões no primeiro trimestre. O resultado deste ano foi puxado, principalmente, pelas exportações de "ferro fundido, ferro e aço", que somaram US$ 263,1 milhões, o equivalente a 7,4% de todas as exportações da região Nordeste de janeiro a março.

"No Ceará, você tem uma indústria muito heterogênea, mas o setor de metais está crescendo muito expressivamente a taxas bem significativas", disse Maciel. "O setor de calçados também cresceu, mas outros setores tradicionais já não crescem como antes". Entre os principais produtos exportados de janeiro a março, o setor calçadista exportou US$ 79,3 milhões e o de castanha de caju US$ 27,2 milhões.

De acordo com dados divulgados ontem (24) pelo BC, a produção industrial no Estado avançou 0,4% nos últimos 12 meses terminados em março, enquanto no Nordeste houve queda de 0,5% e, no Brasil, avanço de 0,5%. Já o volume de vendas do comércio no Ceará avançou 2,8% no mesmo período, contra 2,5% do Nordeste e 4,9% no Brasil.

Divisor de águas

Durante a apresentação dos resultados, o analista do Depec em Fortaleza, Afonso Eduardo Jucá, ao se referir às exportações, destacou que "existe o Ceará antes e depois da CSP". Para o economista Ricardo Coimbra, a siderúrgica, gerou uma nova perspectiva para o Estado, com uma maior participação no mercado externo. "Além de termos um superávit depois de muitos anos, as perspectivas é de que a produção cresça nos próximos anos, com possibilidade de ampliação da planta, o que deverá atrair novos investimentos", disse.

No primeiro trimestre, o volume de exportações cearenses cresceu 9,8%, enquanto as importações caíram 22,7%. O principal comprador de produtos cearenses foram os Estados Unidos (US$ 199,2 milhões), seguidos pela Itália (US$ 76,6 milhões), Alemanha (US$ 23,6 milhões) e México (US$ 44,0 milhões).

Fonte: Diário do Nordeste

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