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04/12/2020
Exportações de café verde batem recorde Leia mais: Exportações de café verde batem recorde

O dólar valorizado, a demanda aquecida e uma safra nacional maior são fatores que estão estimulando os embarques de café. Em novembro, o volume de café verde exportado pelo Brasil foi recorde e alcançou 4,6 milhões de sacas de 60 quilos ou 275,84 mil toneladas, um incremento de 39,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A tendência é de encerrar o ano com volumes recordes embarcados, podendo chegar a 45 milhões de sacas.

De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério da Economia, o volume registrado em novembro ficou 12,19% superior ao recorde anterior, registrado em dezembro de 2018, quando foram embarcadas 4,1 milhões de sacas de 60 quilos. O volume também mostra um avanço de 850 mil sacas na comparação com outubro.

Apesar dos dados das exportações estaduais ainda não terem sido divulgados, a maior parte das exportações brasileiras de café são originárias de Minas Gerais. Para se ter uma ideia, de acordo com os últimos dados disponíveis, no acumulado de janeiro a outubro de 2020, os embarques mineiros do grão verde somaram 1,29 milhão de toneladas, respondendo por 70% das 1,84 milhão de toneladas exportadas pelo País.

O Estado é o maior produtor do grão. Na safra 2020, Minas deve produzir 54,3% da produção nacional de café, que foi estimada em 61,62 milhões de sacas de 60 quilos, conforme os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Clima favorável – De acordo com o presidente do Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), Archimedes Coli Neto, 2020 tem sido um ano muito favorável para a produção de café.

“As exportações estão indo muito bem este ano. Foi uma safra muito boa para o produtor. Tivemos um clima favorável que permitiu uma alta qualidade do grão. Além disso, o período foi de safra maior. Os altos volumes exportados até agora se deve a tudo isso, qualidade, volume de safra e o dólar favorecendo os embarques e remunerando o produtor”.

Ainda segundo Coli Neto, a expectativa é de que as exportações encerrem o ano com um volume recorde de 45 milhões de sacas exportadas.“As condições estão favoráveis e esperamos alcançar o volume. Mas tudo dependerá do desempenho ao longo do último mês de 2020”.

Neste ano, as exportações têm sido fundamentais para os cafeicultores escoarem a safra e obterem preços mais rentáveis. Na safra 2020, o clima favorável foi essencial para a produção de café em Minas Gerais. A safra total do grão será 36,3% superior, com a colheita de 33,46 milhões de sacas beneficiadas de café.

Próxima safra – Já para o próximo período produtivo, a tendência é de queda. A redução acontecerá pela influência da bienalidade negativa. Além disso, a quebra pode ser maior, uma vez que o clima foi adverso para o desenvolvimento até o momento. Ao longo do ano, as chuvas ocorreram abaixo da média. Se por um lado o efeito foi positivo para a safra que estava sendo colhida, por outro, causou danos aos cafezais, o que vai interferir de forma negativa na produtividade.

“Ainda não temos como precisar a queda, mas o ano que vem tende a ser complicado. Vamos ter quebra grande na safra. Primeiro porque produzimos muito em 2020 e segundo porque houve grande estresse hídrico, o que afeta a produtividade”, explicou Coli Neto.

Fonte: Diário do comércio 

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