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27/11/2020
Newsletter Promare: Arco Norte

Escoamento de soja e milho para exportação pelo Arco Norte cresceu 10,8% no primeiro semestre

O escoamento de soja e milho para o mercado internacional pelo Arco Norte atingiu 19,8 milhões de toneladas no primeiro semestre deste ano, representando um crescimento de 10,8% em relação a igual período de 2019.

Segundo o Estatístico Aquaviário, produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho, da Superintendência de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (GEA-SDS/Antaq), as instalações portuárias do Arco Norte responderam por 31,4% do escoamento do conjunto das instalações portuárias brasileiras do milho e da soja destinado à exportação.

Os principais portos públicos no escoamento da soja e do milho para o mercado externo pela Saída Norte foram os de Santarém, no Pará, e Itaqui, no Maranhão, com respectivamente, 3,5 e 5,8 milhões de toneladas. Já entre os portos privados, as principais instalações foram o Terminal de Vila do Conde, com 2,9 milhões de toneladas; Itacoatiara (Hermasa), com 2,7 milhões de toneladas; e Ponta da Montanha (2,4 milhões de toneladas escoadas).
 

A Saída Sul, que inclui os portos de Santos (17 milhões de toneladas escoadas), Paranaguá (9,5 milhões de toneladas), São Francisco do Sul e Rio Grande, cada um com 3,5 milhões de toneladas, respondeu por 68% do escoamento da soja e do milho brasileiros para o mercado externo, totalizando 43,3 milhões de toneladas das duas mercadorias no primeiro semestre deste ano.

Considerando a participação dos portos da Saída Norte na movimentação brasileira total de milho e soja, houve uma evolução de 482% até o primeiro semestre de 2020 em relação a 2010. Os números da Antaq mostram que a participação daquele corredor na movimentação total de soja e milho nas instalações portuárias brasileiras aumentou de 24% (7,1 milhões de toneladas), em 2010, para 32% (14,6 milhões de toneladas), em 2015, alcançando o índice de 49% (35,3 milhões de toneladas), em 2019, percentual que foi mantido agora, no primeiro semestre de 2020.

Conforme explicou o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da Antaq, Fernando Serra, o primeiro semestre de 2020 foi marcado por um crescimento significativo nas exportações de soja, que apresentou alta de 32,3% no Brasil. “Destaca-se que o Arco Norte teve desempenho relevante nesse período, com aumento de 19% para essa mercadoria. Também foi excelente o escoamento para o exterior pelos portos do Sul e do Sudeste no primeiro semestre, com crescimento de 39,4%”, observou o gerente da Antaq.

Fonte: Antaq

Preço do frete aos portos do Arco Norte reduz em até 11% em 2020

Reflexo do fim das obras de pavimentação da BR-163, os custos do frete rodoviário entre Mato Grosso e o porto de Miritituba, no Pará, apresentaram uma significativa redução de até 11%. Os dados foram divulgados no Boletim Logístico produzido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O estudo revela, ainda, que essa diminuição dos custos estimula o escoamento pelo Arco Norte, o que refletiu automaticamente em um aumento percentual em 2020 em relação aos portos do Sul/Sudeste, como os de Paranaguá/PR e Santos/SP, que apresentaram aumento nos custos.

De acordo com o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, o menor custo dos fretes, a partir das melhorias na infraestrutura, influencia diretamente no aumento de embarques dos produtos agrícolas, principalmente milho e soja, pelos portos do Arco Norte. “Enquanto os produtores do cereal e da oleaginosa em Mato Grosso observavam preços de escoamento menores em setembro para os portos de Santarém/PA, Porto Velho/RO e Itaqui/MA, além de Miritituba, o trajeto para o porto de Santos teve acréscimo de 3%, quando comparado com os valores praticados no mesmo mês do ano passado", detalhou.

Importante ressaltar que a melhora na saída das exportações de grãos pelo Arco Norte acontece em um momento em que há uma grande aceleração nas produções de milho e de soja no Centro-Oeste. Principal produtor de soja e de milho do país, Mato Grosso já exportou 21,8 milhões de toneladas de janeiro a setembro deste ano, no valor de US$ 7,4 bilhões.

A saída dos grãos pelos portos do Nordeste e do Norte têm aliviado os custos dos produtores. Uma tonelada de soja de Sorriso (MT) a Miritituba (PA), que custava R$ 190 no ano passado, recuou para R$ 170 neste. Já a carga da mesma cidade mato-grossense para Santos custava R$ 300 em setembro, 3% mais do que há um ano. A queda nos preços do frete ocorreu também devido à entressafra na região.

Com informações de Notícias e Agrícolas e Portos e Navios
 

 

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