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31/07/2020
Um dos maiores porta-contêineres operando em águas brasileiras atraca no Porto do Rio de Janeiro

Projetos da autoridade portuária para melhoria do acesso aquaviário são fundamentais para a chegada de conteineiros cada vez maiores

Desde a última dragagem, em 2017, a infraestrutura aquaviária do Porto do Rio de Janeiro apresentou melhores condições para o acesso de navios de grande porte, entre 300 e 336 metros de LOA. Mas diante da evolução desses gigantes do mar, a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) está trabalhando para que o Porto do Rio de Janeiro receba, em breve, navios de 349 metros e, futuramente, de 366 metros.

No último dia 27 de julho, atracou o navio "MSC Nitya B", que é um dos maiores em operação em águas brasileiras. O porta-contêiner da classe Sammax, com 330 metros de comprimento e capacidade para transportar 12 mil TEUs, atracou antes em Suape e no Porto de Salvador.

Outros meganavios como o "Northern Justice", com 332,8m de comprimento e 42,2m de largura; e "Ever Laurel", com 334,9m de comprimento e 45,8m de largura, também fazem escalas no Porto do Rio de Janeiro. Segundo o gerente de Acesso Aquaviário do Porto do Rio de Janeiro, Roque Pizarroso, “as manobras de atracação e desatracação de navios desse porte exigem muita experiência de toda a equipe envolvida. São especialistas e técnicos portuários, além de práticos atentos a cada detalhe para que as operações de entrada e saída transcorram com segurança.”

Projetos de melhoria do acesso aquaviário com alta tecnologia

Com foco no incremento da segurança e do calado operacional máximo dos navios que navegam na Baía de Guanabara, desde abril deste ano, a CDRJ tem realizado manobras experimentais noturnas com navios porta-contêineres pelo Canal de Cotunduba. Segundo o superintendente de Gestão Portuária do Rio de Janeiro e Niterói, Leandro Lima, “esse canal é o mais importante acesso ao porto em função de sua profundidade e recebeu uma moderna sinalização náutica recentemente com a instalação de Boias Articuladas Submersíveis dotadas de AIS AtoN (Auxílio a Navegação)”.

Em breve também será empregado um software para cálculo da folga sob a quilha em tempo real, também conhecido como “calado dinâmico”, que renderá consideráveis ganhos financeiros ao porto, com o incremento do calado operacional máximo dos navios e a redução do volume de “frete morto”.

Também no intuito de gerar maior eficiência e segurança, a CDRJ vai implementar o VTMIS – sigla inglesa para o Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações, moderno sistema de auxílio eletrônico à navegação, com capacidade para prover a monitoração ativa do tráfego aquaviário e a proteção ao meio ambiente. A primeira fase do Projeto do VTMIS prevê a implantação, no 1º Trimestre de 2021, de um Local Port Service (LPS) nos Portos do Rio de Janeiro e Itaguaí.

Para tanto, o gestor de VTMIS, Marcelo Villas-Bôas, explica que “estão sendo instaladas câmeras em diversos locais estratégicos para visualização dos canais de acesso, bacias de manobra e áreas marítimas dos terminais arrendados e de fundeio na Baia da Guanabara, que deverão estar operacionais ainda em 2020”. O LPS também contemplará a implantação de um moderno Sistema de Monitoramento Ambiental, com a instalação de estações meteorológicas, boias meteo-oceanográficas e marégrafos, além da integração de um radar da Marinha do Brasil (MB), a compra de estações base do Sistema de Identificação Automática (AIS) e toda uma gama de equipamentos e sistemas para melhoria do controle e da segurança do tráfego aquaviário.

Fonte: Portos e Navios

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