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16/06/2020
Balança comercial tem superávit de US$ 1,599 bilhão na 2ª semana de junho

Brasília – A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,599 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,309 bilhões, na segunda semana de junho de 2020 – com quatro dias úteis –, como resultado de exportações no valor de US$ 3,954 bilhões e importações de US$ 2,355 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (15) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No ano, as exportações totalizam US$ 92,611 bilhões e as importações, US$ 73,72 bilhões, com saldo positivo de US$ 18,891 bilhões e corrente de comércio de US$ 166,332 bilhões.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas a média diária até a segunda semana de junho de 2020 (US$ 899,33 milhões) com a de junho de 2019 (US$ 968,74 milhões), houve queda de -7,2%, em razão da diminuição nas vendas na Indústria Extrativa (-22,6%) e de produtos da Indústria de Transformação (-15,7%). Por outro lado, houve aumento nas vendas em Agropecuária (+34,3%).

A queda nas exportações foi puxada, principalmente, pela diminuição nas vendas dos seguintes produtos da indústria extrativista: óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-47,1%); minério de ferro e seus concentrados (-6,5%); minérios de cobre e seus concentrados (-18,2%); minérios de alumínio e seus concentrados (-29,4%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado ( -99,9%).

Já em relação aos produtos da Indústria de Transformação, a queda nas exportações foi puxada, principalmente, por aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-89,4%); carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (-33,4%); motores e máquinas não elétricos, e suas partes, exceto motores de pistão e geradores (-82,9%); ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (-27,4%); e veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais (-57,7%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana de junho de 2020 (US$ 530,5 milhões) ficou -22,6% abaixo da média de junho do ano passado (US$ 685,72 milhões). Nesse comparativo, caíram os gastos, principalmente, com Agropecuária ( -22,3%) e com produtos da Indústria de Transformação ( -25,8%). Já em relação à Indústria Extrativista houve aumento de gastos (21,2%).

A queda das importações foi puxada, principalmente, pela diminuição dos gastos com os seguintes produtos agropecuários: trigo e centeio, não moídos (-29,2%); pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-53,3%); látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-60,5%); milho não moído, exceto milho doce (-94,1%); e frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-28,5%). 

Já na Indústria de Transformação, a queda das importações ocorreu devido à diminuição dos gastos com a compra de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-54,1); adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (-27,7%); partes e acessórios dos veículos automotivos (-56,9%); veículos automóveis de passageiros (-67,1%); e torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes (-69,4%).

(*) Com informações da Secex/Ministério da Economia

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